Formal ou Informal? O que é melhor hoje no Brasil?


Esta deverá ser a pergunta que futuros empresários e principalmente os atuais empresários de Lagoa Santa devem se fazer. Giss On Line, DIMOB, DAPI, SINTEGRA, DACON, DCTF, DASN, DIPJ, DIRF, GFIP, SPED... são algumas das siglas utilizadas para retratar a eficiente e eficaz forma do governo, em todas as esferas, te fiscalizar. Juntamente com a globalização chegou também a sincronização, que nada mais é que o cruzamento de informações feito aos governos Municipal, Estadual e Federal. Isto significa dizer que tudo que se faz aqui nesta cidade todos os Estados e Receita Federal ficam sabendo, e com o advento da NFe (Nota Fiscal Eletrônica) esta informação ficou em tempo real. A tendência de todas as empresas seja a pequena, média ou grande, é se organizar de forma a trabalhar mais efetivamente dentro de seus custos, pois preço de venda quem dita é o mercado. Como os controles governamentais estão muito evidentes não se pode pensar, por exemplo, na possibilidade de se comprar mercadorias e vendê-las sem a emissão do documento fiscal correspondente, pois do contrário como ficaria seu controle de estoque? Hoje temos três possibilidades tributárias em nosso país: Simples Nacional, Lucro Presumido e o Lucro Real. Todas elas servem para empresas de qualquer porte, inclusive as micro e pequenas (exceto o Simples Nacional que tem algumas limitações, inclusive com faixa de faturamento não superior a R$ 2.400 mil/ano em 2011), portanto, não é pelo fato de ser uma pequena ou média empresa que obrigatoriamente terá que se enquadrar no modo simplificado de tributação. Para definir tem que se fazer cálculos, e este é um ótimo momento para se começar a definir em manter ou mudar a forma tributária de sua empresa para o ano de 2012. Como a escolha tributária é irrevogável até que se inicie um novo ano, a sugestão é arregaçar as mangas e começar a fazer os cálculos com base no histórico de sua empresa, pensando também nas perspectivas de futuro. Para isto, ter os balancetes contábeis é fundamental. São nos balancetes, ferramentas primordiais para tomada de decisão, que se demonstram a condição contábil, econômica e financeira das empresas. Não há muita escolha, a ordem do momento é se organizar. Vale lembrar que os reflexos dos descontroles e erros de hoje surtirão efeitos daqui a três, quatro anos, mas de forma retroativa com cobrança de juros e multas que poderão fazer as empresas gastar o que não tem ou devolver aos cofres públicos toda “economia” feita ao longo do tempo. Faça então sua escolha!

Rodrigo Cândido Costa é Consultor Contábil pós-graduado pela UFMG, professor convidado nos cursos de pós-graduação na área de Contabilidade e Tributos do Unicentro Newton Paiva e proprietário da Costa & Silva Contabilidade